terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Texto antigo
O olfato é a única lembrança que nem o tempo pode apagar, e é por isso que ainda sinto seu cheiro impregnado na minha pele, sinto o suor que seu corpo liberou no meu a cada beijo em que queimávamos de amor. E ao sentir tal perfume, me recordo de tudo que por acaso o tempo tinha me roubado, me lembro do seu olhar, que refletia toda sede que tinha por mim, me lembro do timbre de cada gemido intenso em que suas cordas vocais transmitiam em meus ouvidos, me lembro da macies dos seus lábios, que deslizavam sobre meu pescoço, e por causa dessas lembranças, lembrei-me por fim que esse amor nunca se foi como eu imaginei, ele permaneceu em mim por todo esse tempo... Porém, agora não eram intensas chamas que flamejavam em nossos lençois, e sim, uma pequena faísca que mantinha aceso todo o sentimento. Quero mantem acesa essa pequena faísca de amor, que torna-se imensa quanto somente percebo seus olhos de desejo sobre mim, venha me aquecer, me faça inspiradora do todo ardor que há dentro de ti, meu amor.
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