segunda-feira, 28 de março de 2011

As horas antes de partir.

Hoje insisti em dormir bem mais que o necessário, queria aproveitar um pouco da cama da mamãe, passei o dia sendo amorosa, carinhosa, para que a partida não fosse tão dolorosa quanto aparentava ser. Tudo em vão. Quanto mais amorosa eu fui, mais doeu. Então, já que o choro de partida seria inevitável resolvemos fazer as coisas de domingo com ainda mais amor. Fizemos almoço ouvindo samba e tomando vinho, nos abraçamos, rimos, fizemos o que geralmente a falta de tempo nos impede.
Senti falta do que ainda não tinha "perdido". Sei que isso é só um dos rituais que passamos pela nossa vida. Criamos essa passagem como marco de maturidade, quando saímos da casa dos pais mostramos ser adultos, independentes e responsáveis. Pelo menos isso é o que a sociedade nos diz...
Mas, voltando ao meu quase ultimo dia com meus pais, percebi que não dá para passar um dia totalmente amoroso com ninguém da sua família, discutimos e então sai por algumas horas,fui pensar um pouco, voltei depois de observar o por-do-sol do mirante, abracei a cada um e segui.
Depois de tudo bateu uma saudade antecipada de quem eu ainda não abandonei, e nem vou abandonar... Amigos que estão comigo a tão pouco e a distancia vai fazer com que o contato diminua... Mas a vida é composta de momentos, alguns que se estendem com ela, outros curtinhos não passam de lembranças, vagas lembranças...
Só tenho a agradecer, aos que me consideram amiga acho que vou deixar saudades, aos que eu fiz mal, por algum motivo, peço-lhes perdão.
Mas quero deixar claro que todo esse amor vivido na capital mineira está sendo transferido junto a mim ao Rio de Janeiro, para que eu chegue transbordando amor.
Que esse estado de felicidade permaneça no meu peito por um bom tempo!
Assim concluo minha despedida confusa; saudade é uma manifestação dolorosa e deliciosa do amor. 

Viver não dói


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou
em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 1 de março de 2011


Sua barba era vermelha, ao sol ardia em chamas,
Cabelos castanhos, olhos amendoados, um sorriso de menino
Trazia consigo uma alegria imensa, esperançosa, contagiante...
Não havia tristeza que o fizesse infeliz, somente a minha.
Mostrou-me que seu papel era o de me fazer feliz, e fez muito bem até que eu não me senti suficientemente feliz. Eu queria mais, e a ambição tornou triste o nosso amor.
Sem que eu percebesse, eu o afastava aos poucos de mim, e ele, por achar que seria melhor, deixou que eu encontrasse sozinha a minha felicidade. Concordei, disse que ao invés de ajudar, ele estava me sufocando, que eu tinha a capacidade de encontrá-la sozinha, sem que ele tornasse essa busca tão cansativa.
Mal sabíamos que a felicidade não pode ser encontrada. Procurei por meses em vão, até perceber que feliz eu era a cada abraço de chegada que aquele menino me dava, e que os beijos de partida eram aglutinação de amor, paixão e alegria. Não eram tristes, pois sabíamos que representavam intervalos, bem pequenos, pois haveria mais e mais dias de união, bastava que nós tivéssemos paciência... Mas faltou.
Hoje percebo que felicidade é um estado, às vezes passa bem rápido, mal percebemos, e então quando ela se vai sentimos sua falta.
Hoje percebo que ela esteve comigo em alguns momentos, repentinos confesso, porém momentos que eu me lembro com exatidão.
Sinto-me completamente egoísta ao recordar o quão ambiciosa fui, não me contentei com o que eu tinha, e procurando por mais, hoje não o tenho perto de mim.
Sei que está felicitando outro alguém, alguém esse que sabe aproveitar o que tem, sem tornar-se obsessiva pelo que não existe.
Então, menino, desejo que continue com a sua missão, torne o seu trabalho prazeroso e então será recompensado impreterivelmente, pessoas boas merecem ter momentos de felicidade, sem duvidas.

Procura-se o amor.
Desaparecido desde março de 1992, alto, apresentável e muito simpático,
Quando se foi trajava uma bermuda verde, chinelos camiseta branca.
Cabelos castanhos, encaracolados.
Não possui nome, chamavam-lhe de menino. Porém, ele se apresentou a mim como amor, e após me mostrar o porquê do seu nome, se foi junto ao por do sol.
Se houver pistas de seu paradeiro, me procure no meu endereço: Rua da esperança, esquina com a saudade, esperarei ansiosa.
Ass; Solidão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A totalidade, o vazio, a sua luz, sua alegria...
A efusão em sua total solidão...
Meu coração cheio de palavras e minhas mãos algemadas.
Sua totalidade em mim.
Um sentimento de gratidão, por frases curtas e com efeitos infinitos.
Sorrisos, beijos, palavras, palavras, gestos, palavras.
Flores, janelas, carinho, sentimento.
Flores.
Ninfeáceas, fotossensíveis, papoula.
Em direção ao sol, à luz.
Onde olha, luz,calor, cor, visão, polarização.
Cores.
Alegria, alegria.
Ligações peptídicas separadas somente com a neutralização.
Somos essas ligações, ão há neutralização, uma ligação extremamente forte entre compostos orgânicos.
Nada,nada, nada.
Simples, humilde, simpático, carismático.
Abraço, força, suavidade.
Olhar. Fixação. Uma linda vista.
Verde, belo e maciço.
Transmissão.
Passagem de sentimentos bons.
O nascer do sol traz mais energia quando acompanhado de chuva, energia suficiente para refrescar, lavar e enriquecer.
Cor. Arco-iris. Arco-celeste. Arco-da-velha.
Arco-da-chuva.
Fecho os olhos e sinto que pensando somente no que se deseja é bem mais fácil a obtenção.
Meditação.
O silencio diz mais do que a língua, o silencio fala além da linguagem dos homens. A lingua é compreendida por todos, o coração é compreendido por aquele que tem a capacidade de receber e doar amor.
Não basta demonstrar o amor, temos que construí-lo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Fiz uns textos, poemas e tal, estão todos no meu caderno mas to sem tempo de postá-los... Hoje que entrei um pouco to indo pro Paraná e nem posso demorar aqui. Nem sei se alguém lê esse blog, né! Mas é só pra informar mesmo. :D